quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Menina vende bala em semáforo para realizar sonho de ter festa de 15 anos


A estudante Kamylla do Nascimento Alvarenga sempre sonhou em ter uma festa de 15 anos com a devida decoração, valsa e os amigos presentes. Porém, quando a mãe perdeu o emprego de costureira, percebeu que seria mais difícil realizar o grande desejo. Para mudar a situação, fez uma rifa e passou a vender jujubas em um semáforo de Goiânia para conseguir o dinheiro necessário: R$ 5 mil. "Tudo vai dar certo. Aquilo que vem fácil, vai fácil, então quando você batalha, dá mais valor. Por isso estou tão ansiosa para a festa. Falta pouco. Vai ser simples, mas vai ser bom", diz com brilho no olhar a adolescente que completa 15 anos no próximo sábado (7).


Mãe de Kamylla, a costureira Ana Lúcia de Souza Nascimento, 46 anos, foi demitida há cerca de um ano, mas não recebeu os acertos trabalhistas porque a empresa que trabalhava faliu. Sustentando a família apenas com bicos, ela não tem condições financeiras para organizar uma festa. Foi então que a filha mais velha, a estudante Thaís de Souza Nascimento Leite, de 22 anos, sugeriu: "Por que não vender jujubas no semáforo?". "No início eu não levei a sério, até porque ela falou brincando, mas aí ela fez um cartaz e comprou as jujubas e começamos a ir", contou Kamylla, com timidez. No início, ela revela que não se sentia a vontade, tinha um pouco de vergonha, mas depois se acostumou com a venda dos doces.

As irmãs vão diariamente a pé da casa delas, próximo ao Jardim Botânico, no Setor Pedro Ludovico, até o semáforo da Avenida T-63 com a Avenida Circular, em frente ao Mercado Municipal, no mesmo bairro. Durante as férias, elas passam quase o dia todo no local. "Eu chego umas 8h, fico até 12h, volto para casa, almoço e 14h eu volto e fico até umas 18h", contou. 

Com um cartaz escrito "ajude a fazer minha festa de 15 anos" e com a contagem regressiva para a data do aniversário, elas vão de carro em carro oferecendo a guloseima. Cada pacotinho de jujuba custa R$ 1. Em dias bons, as duas chegam a vender até quatro caixas, cada uma com 30 unidades. Com a chegada das festas de fim de ano, o movimento nas ruas diminuiu e provocou queda na quantidade vendida. Porém, a garota está esperançosa de que vai conseguir todo o dinheiro necessário: "Vai ser uma festa muito bonita, tudo vai dar certo". Fonte: G1.

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