sábado, 7 de janeiro de 2017

Médicos retiram agulha do ouvido de bebê vítima de ritual


Médicos que acompanham o caso do bebê de 3 meses, que supostamente foi vítima de maus-tratos em um ritual religioso e que está internado há 26 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica da Santa Casa de Rondonópolis, a 218 km da capital, conseguiram retirar uma das quatro agulhas do corpo da criança. Os profissionais aguardavam uma evolução no quadro de saúde do bebê para não colocá-lo em risco. No ritual, três agulhas de metal foram colocadas na cabeça do bebê e uma agulha no abdômen. Um novo boletim médico foi divulgado nesta sexta-feira (6). De acordo com a equipe médica, a agulha foi retirada do ouvido da criança durante um procedimento cirúrgico. O estado de saúde da menina é considerado estável e apresentou uma evolução no tratamento. O bebê está na UTI desde o dia 13 de dezembro, mas respira sem a ajuda de aparelhos. 

Ela também se alimenta e movimenta o corpo. A criança, ainda conforme os médicos, passa por um tratamento contra uma infecção no sistema nervoso central. O bebê recebe acompanhamento de uma equipe de neurocirurgia e é avaliada por um otorrino. Não há previsão de alta médica da UTI pediátrica. Caso: O bebê de três meses teve as agulhas inseridas na região do tórax e na cabeça. De acordo com o delegado que investiga o caso, Marcelo Melo de Laet, todos os suspeitos negaram participação no suposto ritual. Quatro pessoas foram presas de forma temporária (30 dias) e uma foi apreendida por envolvimento no crime: Iraci Queiroz dos Santos, de 42 anos, conhecida como Baiana, que teria conduzido o ritual; Débora Queiroz dos Santos, grávida de oito meses e filha de Iraci; Ricardo César dos Santos, genro de Iraci; Wellinton de Jesus Costa, de 28 anos, pai da menina; e a mãe da vítima, que tem 17 anos. A menor de idade vai responder a ato infracional análogo a tentativa de homicídio e foi encaminhada ao Complexo do Pomeri, em Cuiabá. O pai da bebê, Wellinton, é suspeito de ter recebido R$ 250 para submeter a filha ao ritual. Ele deve ser encaminhado para a Cadeia Pública de Jaciara, a 148 km da capital.

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